A falta de água é um dos fatores que mais limitam a produtividade agrícola. Veranicos, chuvas irregulares e temperaturas elevadas fazem parte da realidade de muitas regiões produtoras do Brasil.0400
Diante desse cenário, os produtores buscam estratégias para ajudar as plantas a atravessar períodos de seca com menos perdas. Entre elas, os bioestimulantes à base de algas marinhas ganharam atenção.
Para quem pesquisa extrato de alga onde comprar, vale entender antes como esses produtos podem atuar na tolerância ao estresse hídrico. A seguir, veja os principais pontos.
O que acontece com a planta sob estresse hídrico?
Quando falta água, a planta fecha os estômatos para reduzir a perda por transpiração. Isso também reduz a entrada de gás carbônico, diminuindo a fotossíntese.
Com menos fotossíntese, a produção de energia e açúcares cai, afetando o crescimento e o enchimento de grãos e frutos.
O estresse também provoca o acúmulo de espécies reativas de oxigênio, que podem danificar membranas e estruturas celulares.
Muitas vezes, os sinais visuais aparecem tarde. Folhas enroladas e murchas nas horas mais quentes já indicam que a planta está sob estresse há algum tempo.
Em fases sensíveis, como florada e enchimento de grãos, o impacto sobre a produtividade pode ser ainda maior.
A intensidade dos danos depende da duração do estresse, da cultura e do estádio de desenvolvimento.
Por isso, preparar a planta para enfrentar esses períodos é uma estratégia importante de manejo.
Em muitas regiões do Brasil, veranicos de duas ou três semanas durante a estação chuvosa são comuns. Mesmo curtos, esses períodos podem coincidir com fases críticas e comprometer a safra.
Como os extratos de algas podem ajudar?
Os extratos de algas contêm compostos como betaínas, manitol, aminoácidos e polissacarídeos, que participam de mecanismos de ajuste osmótico.
O ajuste osmótico ajuda as células a manter a turgidez mesmo com menor disponibilidade de água.
Alguns compostos dos extratos estão associados ao estímulo de sistemas antioxidantes da planta, reduzindo danos celulares.
Os extratos também podem favorecer o desenvolvimento radicular, ampliando o volume de solo explorado em busca de água.
Estudos em diferentes culturas relatam melhor manutenção da fotossíntese e do crescimento sob déficit hídrico em plantas tratadas.
Os resultados, porém, variam conforme a espécie de alga, o processo de extração, a dose e o momento de aplicação.
Os extratos não substituem a água. Eles atuam ajudando a planta a lidar melhor com a limitação, mas o efeito tem limites quando o déficit é muito intenso ou prolongado.
Quando aplicar para obter melhores resultados?
O uso costuma ser mais eficiente quando feito antes ou no início do período de estresse, preparando a planta para a falta de água.
Aplicações após danos severos tendem a ter efeito limitado, já que a planta já sofreu perdas importantes.
Monitorar a previsão do tempo ajuda a planejar as aplicações antes de veranicos esperados.
As fases mais sensíveis de cada cultura, como florada e enchimento, merecem atenção especial no planejamento.
A via de aplicação, foliar, via solo ou fertirrigação, deve ser definida conforme o produto e a cultura.
Siga sempre as recomendações de dose do fabricante e do engenheiro agrônomo.
Aplicações foliares devem ser feitas nos horários mais frescos do dia. Com calor intenso, as gotas evaporam rápido e a planta, com estômatos fechados, absorve menos o produto.
Que práticas complementam o uso dos extratos?
O manejo do solo é fundamental. Cobertura vegetal e plantio direto ajudam a conservar a umidade.
O aumento da matéria orgânica melhora a capacidade do solo de reter água.
A correção de camadas compactadas permite que as raízes explorem perfis mais profundos.
O gesso agrícola, em solos com subsuperfície ácida, também pode favorecer o aprofundamento das raízes, ampliando o acesso à água armazenada em camadas mais profundas.
A escolha de cultivares adaptadas e a definição correta da época de plantio reduzem a exposição a períodos críticos.
Em áreas irrigadas, o manejo eficiente da irrigação complementa a ação dos bioestimulantes.
Registrar as aplicações e os resultados ao longo das safras ajuda a ajustar a estratégia.
Sensores de umidade do solo e estações meteorológicas na propriedade ajudam a identificar o início do estresse com mais precisão. Com esses dados, a aplicação pode ser feita no momento mais oportuno.
Para conhecer matérias-primas à base de algas marinhas, a Rigrantec oferece produtos e informações técnicas para a indústria e o campo.
Os extratos de algas podem ser aliados na redução dos efeitos do estresse hídrico, desde que usados no momento certo e integrados ao manejo. Com planejamento e práticas conservacionistas, as lavouras ficam mais preparadas para enfrentar a irregularidade das chuvas.
Em um clima cada vez mais imprevisível, toda ferramenta que aumenta a resiliência das plantas merece atenção.
